I am what I am!

"Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além"!

Paulo Leminski Filho (1944 - 1989), pensador, escritor, poeta, curitibano, ser humano!

Arsenal Fútbol Club!

Arsenal Fútbol Club (Argentina, 1957): celeste y rojo!

Modelo Lotto, Esco / Zanella, 2011!

www.celesteyrojo.com.ar

Y la vida?

La vida es una milonga...

y hay que saberla bailar!

Polícia em ação!

Parque da Redenção (Porto Alegre/RS), outubro de 2011!

Não tem pra chinelagem, pra malandragem, pra vagabundagem! Mentiu pro tio, contou pro vô, a casa caiu, a cobra fumou! Com Paulão e Zanella na área tá tudo dentro dos conformes da lei, e malandro demais vai curtir aquele velho e conhecido curso de canário!

Chinelo neles!

Fim de festa!

Fim de festa
Final Sports / Sob a Bênção da Imortalidade
Cristiano Zanella
02/12/2009

As reuniões dançantes foram a marca da minha geração. Sou do tempo em que os encontros de jovens (aniversários, festas de 15 anos) eram “disputados” nas garagens e salões de festas dos edifícios, vigiados de perto pelos apreensivos pais donos da casa, embalados por temas musicais executados em toca-discos de vinil portáteis, uma época que realmente traz boas recordações. As gurias de um lado, os guris do outro, esperando a música certa para tentar uma aproximação. Era final dos anos 70 (declínio da “disco music”, início do “pop”), e o que estava pegando eram lps como Discoteca Papagaio, Sua Paz Mundial, mais tarde Hit Parede, Flipper Hits, Vídeo Hits, trilhas de novelas – coletâneas com músicas lentas e dançantes (aqui pra nós, um “somzinho” bagaceiro, mas autêntico pra caralho). Os “amassos” eram meras beijocas que não duravam mais do que uma dança, mas causavam grande alvoroço no colégio ou entre os amigos da vizinhança. Faz tempo... Eram os anos 70, começo dos 80, uma época de sofrimento para os gremistas – eu estava mais interessado em reuniões dançantes, matinês no cine Ritz e em tentar afofar as garotas da minha escola!

Quando já passava das dez, onze da noite, e ia se aproximando o fim da festa, as poucas gurias que ainda estavam disponíveis na pista eram, geralmente, os encalhes da turma – traduzindo para uma linguagem do Campeonato Brasileiro, eram a Sulamericana e a Segundona! Título de campeão e Libertadores, que eram as gatas mais disputadas e desejadas (às vezes, secretamente), já eram... estavam em casa dormindo ou nos braços de um tipo qualquer. Zero a zero: um final melancólico para uma noite de expectativas. E eu ia voltar pra casa “invicto”... de novo!

Mas, como bom sonhador, “o último romântico” (na realidade, era uma baita de um punheteiro, um completo nerd), eu nunca deixava de acreditar que, subitamente, a garota que eu queria ia entrar no salão e caminhar na minha direção, quase que implorando pela próxima dança, uma música lenta, inesquecível, e eu ia entregar a ela todo meu amor juvenil – já era prorrogação, e eu prestes a marcar o “golden-gol”, consagrando a máxima que diz: “quem espera, sempre alcança”.

Que eu lembre, isso nunca aconteceu! E, na maioria das vezes, eu e os meus colegas idiotas acabávamos “agarrando o que tem”, provando e comprovando a versatilidade e desenvoltura do brasileiro na nobre arte da conquista amorosa! Ufa, a menina era feia, usava aparelho e não sabia dançar – um prêmio de consolação, mas vá lá: “a vida é assim mesmo, e amanhã vai ser outro dia”! Era então o início dos anos 80, e enquanto o Grêmio era açoitado, roubado pelo Flamengo, Baltazar Maria de Morais Júnior, o "Centroavante de Cristo", profetizava: “Deus está nos reservando algo muito melhor”!

O tempo passou, e este humilde tricolor que vos escreve sagrou-se multi-campeão de tudo, alcançou o topo do ranking, foi ao inferno e voltou! Torceu, gritou, sofreu, cantou e vibrou, ano após ano, até o último momento, e sobreviveu à pós-modernidade conservando – e aprimorando – o gosto pelo futebol e pelas mulheres (coisa rara em tempos de “diversidade”). Já adulto, viu a festa do Brasileirão 2009, como as velhas reuniões dançantes de garagem, começar bastante animada, com momentos de indefinição, aflição, desespero, quando finalmente, já quase sem esperança..., a sonhada garota chegou! Estava irresistível, como nos tempos de outrora... vestindo – acreditem – uma camisa do Flamengo (coincidência ou não, nosso arqui-rival dos anos 80)! Dançamos até o amanhecer, numa espécie de tributo aos bons tempos que, infelizmente, não voltam mais! Kool & the Gang, Carpenters, Nikka Costa, Earth Wind & Fire, Rita Lee, Carpenters, Barry White, Frenéticas, Peter Frampton, Ike & Tina Turner… Foi lindo!

Enquanto dançava, me dei conta que a festa do Brasileirão chegava ao seu final! O Flamengo era o Campeão Brasileiro 2009 – estava decretado! Podem me xingar, podem me bater, podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião! O Grêmio não irá entregar o jogo, é claro... irá perder mais uma partida longe do Olímpico, fato que em nada surpreende na atual temporada (uma extenuante rotina de derrotas fora). E, em tempo: a força que demos ao co-irmão já o coloca no seleto grupo de classificados à Libertadores 2010!

Assim sendo, conceito posto e bem entendido, visto que é claro e direto, sem rodeios, questionamentos ou possibilidades extra: parabéns, Flamengão! O título está em boas mãos! E, no domingo, todos os caminhos levam à avenida Goethe – é fim de festa e, mais do que nunca, é preciso “agarrar o que tem”: os vermelhos, comemorarão a vitória sobre o Santo André e a almejada vaga na Libertadores; nós, azuis, o Penta-vice vermelho (1987, 1988, 2005, 2006 e 2009 – ninguém é mais vice na história do Brasileirão)! É só alegria no Rio Grande! Abra suas asas, solte suas feras, caia na gandaia – a festa é nossa, e estão todos convidados: urubus, bambis, porcos e sacis! Mas, desta vez, é o mosqueteiro quem dança com a dona da festa!

Com o Grêmio sempre, cantando e encantando, até a última faixa do lado b!!!

www.finalsports.com.br

E tem outro jeito?

Mesmo com toda a fama, com toda a Brahma, com toda a cama, com toda a lama...

A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando...

A gente não tem cura!

Lutador-galã!

Enio Radamés Manganelli - "o lutador-galã" (1924 - 2011): goleiro do Grêmio (aspirante, anos 40), astro dos ringues (anos 50 e 60), protagonista do filme "Remissão" (José Picoral, 1951)!

Novos Zanellas!

Zanellaço 2006!

Comissão de frente formando com Lucas, Lininha, Laura e Jéssica! Ao fundo Guilherme, Raíssa e Dudu!

Salve a nova geração da gloriosa família Zanella - orgulho do Rio Grande, do Brasil e do mundo!

Rock Garagem!

Bar Garagem Hermética (Porto Alegre/RS), anos 90! Os quatro cavaleiros do apocalipse César "Padeiro" Figueiredo, Ricardo "Rick" Kudla, André Gustavo "Drégus" de Oliveira e Leonardo "Leo" Felipe, em mais uma noite de formidáveis excessos no lendário playground da Barros Cassal!

Foto: Ricardo Kudla (Facebook)

A vida em cinco garrafas!

Fico com a terceira, da esquerda para a direita... ou pode ser da direita pra esquerda... já que a ordem dos fatores não altera o produto final!

Erva buena!

Carlinhos de Mascarenhas Carneiro, Ipanema FM 94.9 e erva-mate Raízes: preferência nacional!

Quintana´s!

"No Quintana´s Bar, sou assíduo cliente.

É um bar que não é bar, é um bar diferente."

Carlos Drummond de Andrade

Superamigos!

Acampamento Farroupilha (Parque da Harmonia, Porto Alegre/RS), setembro de 2011!

No piquete "Trio da Canha": Marília Cavalheiro, Bernardo Beline Schirmer Poglia e Cristiano Zanella - amigos para sempre!

Velha Boca do Monte!

Santa Maria da Boca do Monte/RS, 2007!

The Three Stooges: Jader Guterres e os Cristianos (Nunes da Rosa e Zanella) quebrando tudo no bar Macondo Lugar!

No ar: Gre-nal Ipanema!

NTV Ipanema FM 94.9 apresenta mais um campeão de audiência!


Big Brother Cordel!

Big Brother Brasil: um programa imbecil
Edições Akadicadikum
Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria

Há muito tempo não vejo
Um programa tão "fuleiro"
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da educação
Mas se torna um refém
Iletrado, "zé-ninguém"
Um escravo da ilusão

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme "armadilha"

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão

O seu pai e a sua mãe
Querido Pedro Bial
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a nação

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco
Povo herói, povo guerreiro

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério, não banal

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza
Um cenário sub-humano

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas

Não se vê força poética
Nem projeto educativo
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina
Nesse mar de palhaçadas

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder
Pois saiba que a exceção
Amantes da educação
Vai contestar a valer

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor
Reflita no seu labor
E escute seu coração

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo
Fujam dessa baboseira

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia

Chega de vulgaridade
E apelo sexual
Não somos só futebol
baixaria e carnaval
Queremos educação
E também evolução
No mundo espiritual

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores

Barreto termina assim
Alertando ao Bial
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então siga, animal

FIM

Autor: Antonio Carlos de Oliveira Barreto - professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Vó Lina: 100 anos!

24/08/1911 - 24/08/2011: 100 anos de Eulina Araújo Zanella!

Os irmãos Zanella Mario Raul (meu tio) e Renato José (meu pai) exibem a tela pintada pela inesquecível Vó Lina (Florianópolis/SC, agosto de 2011)!

Zanellas sempre!

Brizola vive!

O Hino da Legalidade

Em agosto de 2011 o movimento da Legalidade, um marco na história do Brasil, completa 50 anos. A pedido do então Governador do estado Leonel Brizola, em agosto de 1961, foi composto um hino que representava toda a essência daquela luta. A composição ficou a cargo da poetisa porto-alegrense Lara de Lemos e do ator gaúcho Paulo César Pereio. Este hino abria as transmissões da Cadeia da Legalidade, formada a partir de uma emissora que funcionava no próprio Palácio Piratini e que convocava o povo a resistir ao golpe que os militares pretendiam implantar para evitar a posse de João Goulart. Abaixo a letra do hino:

Avante brasileiros de pé
Unidos pela liberdade
Marchemos todos juntos
Com a bandeira que prega a lealdade
Protesta contra o tirano
E recusa a traição
Que um povo só é bem grande
Se for livre sua Nação

Lara de Lemos era também jornalista, advogada e professora. Lançou seu primeiro livro, Poço das águas vivas, em 1957. Escreveu para o Jornal do Brasil e sofreu as conseqüências do regime militar instaurado em 1964. Recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura em 1995 pelo livro Dividendos do tempo, tendo falecido em 12 de outubro de 2010. Já o ator Paulo César Pereio continua em plena atividade.

Fonte: texto do pesquisador Benedito Saldanha, presidente do Partenon Literário, especialmente escrito para ilustrar a exposição “Poetisas do Brasil” (Memorial da Câmara de Vereadores de Porto Alegre).

Mural da Marê!

Sábias e inspiradoras palavras, tia Maria Elisa Zanella!

So why do we? Lets make sense of our world! Yes, we can!

Dois na bossa!

Bar Ocidente (Porto Alegre, RS), julho de 2011: "Bossa 50" com Serginho Couto - o garoto de ouro do rádio esportivo gaúcho - e o maestro Chico Paixão!

Saravá!

Cassandra!

Churrascaria Mosqueteiro, estádio Olímpico Monumental (Porto Alegre, RS), anos 70: o guri Fernando Goldschmidt - internacionalmente conhecido como "Cassandra" - muito a vontade no colo do show man Luís Carlos Miele!

Foto: Fernando Goldschmidt (Facebook)

Cine Cisne!

Exposição resgata 100 anos de cinema em Santo Ângelo
Zero Hora / Santo Ângelo
Wagner Machado
14/06/2011

Em meio a avanços tecnológicos, o cinema de Santo Ângelo resiste ao tempo e revive seu passado. Antigos cartazes de filmes e objetos, em sua maioria utilizados nas nove salas de exibição que existiram em Santo Ângelo, ajudam recontar um século de história da sétima arte no município. A mostra terá início nesta terça-feira e se estenderá por duas semanas.

O cenário para este enredo é o saguão do Museu Municipal Doutor José Olavo Machado, onde serão expostos maquinários como filmadoras, projetores, películas e revistas. O espectador terá a experiência de estar em uma sala como as existentes no século passado. Aos poucos, o visitante será conduzido ao ano de 2011. As fotos mostram o Cine Cisne, único cinema de calçada de Santo Ângelo e um dos mais antigos do Estado, conforme o Sindicato das Empresas Exibidoras do Rio Grande do Sul.

- Minha paixão pela grande tela vem de berço. Meu avô, Vivaldino Prado, dedicou 60 anos ao cinema. Por amor, comecei a colecionar os objetos. A exposição será uma oportunidade de mais pessoas conhecerem o que tudo isso representa - diz o escritor Paulo Prado, 56 anos, responsável pelo trabalho de resgate histórico.

Essa história de amor já dura 20 anos. Ao longo desse período, o escritor adquiriu, pessoalmente ou por meio de sites, 26 projetores (alguns à manivela) e quatro câmeras à corda, 100 filmes antigos e 60 revistas, além de relatos sobre como era o cinema no passado. De acordo com a pesquisa, a chegada do cinema ao município ocorreu em junho de 1911, na época do cinema ambulante, e, desde então, nunca parou.

Um dos apreciadores da sétime arte que comemora o centenário das salas de exibição de Santo Ângelo é o jornalista e autor do livro “The end – cinemas de calçada em Porto Alegre”, Cristiano Zanella. Segundo ele, com o surgimento de outras mídias que possibilitam assistir filmes – como TV aberta, videocassete, TV a cabo e outros meios digitais – acabaram-se os cinemas de calçadas. Zanella relata que na Capital não há mais recintos que não sejam dentro de salas comerciais ou centros culturais. No Interior, muitos espaços foram fechados.

- As salas foram pouco a pouco apagando suas luzes. Hoje, é mais lucrativo alugar o espaço para uma igreja do que exibir filmes.

Diferentemente da maioria dos locais onde o cinema perdeu força, em Santo Ângelo a persistência vence as dificuldades – diz Zanella.

Baseado em pesquisas históricas, Prado escreveu o livro “100 anos do cinema em Santo Ângelo” para relatar as principais manifestações no mundo, no Brasil, no Estado e, de modo especial, no município onde reside.

- São fatos, fotos e depoimentos. Na obra, é possível descobrir que o primeiro cinema se chamava “O Biógrafo Ideal”. A década de 70 foi o auge do cinema em Santo Ângelo, com cinco cinemas em diferentes locais em pleno funcionamento - comenta o funcionário público.

Primos!

Porto Alegre, anos 70: meus estimados primos Gustavo e Pedro Schestatsky, filhos de Sidnei Samuel Schestatsky e Maria Elisa Araújo Zanella, irmãos mais velhos de Ricardo Schestatsky - companheiros da minha infância e juventude!

Foto: Pedro Schestatsky (Facebook)

Gre-nal Ipanema!

O maior clássico do futebol brasileiro agora nas segundas da Ipanema FM. Uma partida nervosa... De um lado um casal gremista, do outro um casal colorado. No apito, Serginho Couto. Está no ar o "Gre-nal Ipanema", sacudindo a FM do Brasil!

Escalação:
- Sergio Couto (arbitragem)
- Chico Paixão + Diana Oliveira (Internacional)
- Cristiano Zanella + Juliana de Brito (Grêmio)

Estréia nesta segunda-feira (23/05), às 20hs, na Ipanema 94.9 FM!

http://www.ipanema.uol.com.br/

Sittin´ on the dock of the bay!

Sitting on the dock of the bay... wasting time! Look like nothing´s gonna change, and everything still remains the same! So I guess I´ll remain the same!

Foto: Cristiano Zanella (Montevideo, março de 2011)

Geral do Grêmio!

Estádio Olímpico Monumental (Porto Alegre/RS) - Gauchão 2007!

Grêmio 4 x 0 Caxias!

Com força, com raça, com o Grêmio sempre!

Cine Marrocos!

Cinema Marrocos (1953-1994)! Avenida Getúlio Vargas, 1719 (bairro Menino Deus, Porto Alegre/RS)!

“Em 26 de setembro de 1953, com a presença do prefeito Ildo Meneguetti, foi inaugurado o Cinema Marrocos, na Avenida Getúlio Vargas. A sala, de arquitetura modernista, construída por Lubianca & Cia., tinha lotação de 1.300 lugares, distribuídos numa única e extensa platéia. Considerado um cinema ‘lançador’, apesar de construído fora do centro da capital, reduto das salas de ‘primeira linha’. A platéia apresentava grande volume interior, devido à cobertura em abóbada – no forro havia pequenos pontos de luz, que simulavam um céu estrelado, à maneira dos antigos cinemas atmosféricos. Por volta de 1994 o Marrocos foi fechado, já em precárias condições de conservação e com público escasso (certamente migrando para as salas do Shopping Praia de Belas), dando lugar a três estabelecimentos comerciais: a sala de espera transformou-se em farmácia, a sala de espera superior em pizzaria e a platéia em estacionamento. Sua fachada foi totalmente descaracterizada”. (NETO, Olavo Amaro da Silveira. Cinemas de rua em Porto Alegre - do Recreio Ideal ao Açores. Porto Alegre: Dissertação de Mestrado/Faculdade de Arquitetura da UFRGS, 2001).

“Com a fachada do prédio danificada – faltam três letras do letreiro luminoso e a pintura da parede descascou –, o Cine Marrocos nem quis projetar a sua última sessão, o oscarizado Filadélfia. Exatamente às 22h05min de quinta-feira, após enrolar os filmes do Jamaica abaixo de zero, o projecionista Dalci Scheel, 57 anos, apagou as luzes e fechou as portas do Marrocos. ‘É brabo’, disse Scheel, que trabalhou no Marrocos durante 18 anos, acompanhando seu esplendor e decadência. O prédio será transformado num centro comercial. Dois meninos de rua, Ariovaldo Ferreira de Assis, 11 anos, e Silmar da Silva, 13 anos, que cuidavam dos carros dos escassos espectadores do Cine Marrocos, vibraram com a mudança. ‘Oba, vamos ter mais carros para cuidar e ganhar dinheiro’, comemorou Ariovaldo”. (Zero Hora/Segundo Caderno, 02-06-1994).

Século 21: ironicamente, para decepção dos meninos de rua Ariovaldo e Silmar, o familiar Marrocos transformou-se em estacionamento. O “ingresso” custa R$ 5,00, e dá direito a uma “sessão” de duas horas na sala, que mantém o piso e o teto originais. O segundo andar é ocupado por um restaurante, enquanto na ante-sala funciona filial da farmácia Panvel.

Fotos: Ado Henrichs (2006)

Ozzy!

Ginásio de Esportes Gigantinho (Porto Alegre/RS), março de 2011: gaúchos e gaúchas de todas as querências saudam o mestre do heavy-metal Ozzy Osbourne - envolto pelo glorioso manto tricolor, em pleno território inimigo!

Na esquina da Saldanha!

Na esquina da Saldanha
Final Sports / Sob a Bênção da Imortalidade
Cristiano Zanella
02/09/2009

O pernambucano Joaquim Saldanha Marinho (1816 – 1895) foi jornalista, advogado, sociólogo e político – mas, quem desejar saber mais sobre este atuante personagem da época de transição do Brasil Império para a República Federativa do Brasil, que consulte a Wikipédia. Devido à relevância de sua obra, até hoje, por todos os cantos deste país continente, Saldanha Marinho empresta seu nome à cidades, ruas, viadutos, praças, escolas, bibliotecas, etc.

Em Porto Alegre, a rua Saldanha Marinho fica no bairro Menino Deus, nas imediações do Olímpico Monumental. Ela começa na Getúlio Vargas (esquina da Companhia dos Sanduíches, onde tem um ponto de táxi) e termina na Érico Veríssimo, junto à praça Cid Pinheiro Cabral (jornalista e colorado ilustre), já quase na rótula do Papa que era gaúcho.

Dia desses, foleando o livro “Os anos dourados da Praça da Alfândega 2”, de José Rafael Rosito Coiro (biólogo, professor, escritor, gremista), descobri que na rua Saldanha Marinho morou a família de Francisco Paulo Santana, porto-alegrense nascido em 1939, filho do coronel Cyrillo e da dona Nair, guri de infância pobre, apreciador do futebol, da poesia, do samba e das mulheres, que em seus 70 anos bem vividos tornou-se o torcedor símbolo do Grêmio e um dos maiores cronistas do jornalismo (rádio, tv, jornal) gaúcho e brasileiro.

Foi também na Saldanha Marinho onde surgiu a incomparável Banda da Saldanha, oficialmente fundada em 1978, que há uns anos se bandeou pros lados do Guaíba, mas segue embalando os carnavais porto-alegrenses para alegria dos apreciadores da tríade “samba, churrasco e solidariedade”. Bonito de ver a Banda da Saldanha desfilando na avenida, primeiro na Getúlio, depois na Érico, bons tempos...!

Na Saldanha, esquina com a Gonçalves Dias, fica o boteco que me abriga nas pré-jornadas futebolísticas. O boteco não tem nome ou sobrenome, é popularmente chamado de Bar da Saldanha. O espaço é pequeno, não comporta mais do que quatro mesas em seu interior e cinco ou seis espalhadas pela calçada. Durante a semana, abre no horário de almoço (mesas na rua quando o tempo permite), e à noite permanece aberto até umas oito ou nove horas, servindo principalmente moradores próximos – uma espécie de confraria se estabelece ali! É freqüentado por um público familiar de excelente nível (a maioria é sempre de gremistas, claro). Antes dos jogos, o churrasco de calçada é lei (fizemos um de encerramento de temporada no ano passado). Segundo o Alexandre, ou Alemão, proprietário do estabelecimento, passará por reformas em breve. Torcedores, secadores, boleiros, os veteranos e os dentes de leite, músicos (Bedeu, o inventor do samba rock, freqüentou o bar), boêmios, cantores, gente de todas as cores (até mesmo vermelhos), pobres, ricos ou representantes da classe média, a banda louca e a velha guarda, todos encontrarão as portas abertas no Bar da Saldanha! É uma esquina especial, confluência de forças positivas, ao mesmo tempo em que é apenas mais uma esquina tricolor entre tantas outras nos arredores: a esquina azulzinha da Nêga Lú – a eterna rainha inesquecível (Barão de Teffé com Almirante Gonçalves), a esquina do Açougue (Azenha com Afonso Pena), a esquina do Bar Preliminar (Dona Cecília com José de Alencar, já quase no Largo dos Campeões)! Esquinas gremistas, com muitas histórias para contar!

Neste domingo, o Bar da Saldanha vai estar novamente tomado pela torcida tricolor, celebrando a vida, o futebol, a amizade! É dia de assistir o Grêmio amassar mais um adversário em seus domínios, beber umas cervejas, repercutir os fatos da semana e comemorar este inexplicável gremismo que nos une! E as esquinas da cidade serão todas da cor do céu, da cor do mar, para além da eternidade! Até a pé, nós iremos, e com o Grêmio estaremos, onde ele estiver...

É Grêmio sempre!!!

www.finalsports.com.br

80´S!

Porto Alegre/RS, final dos anos 80!

Somos o futuro da nação, geração Coca-Cola (com vodka): João Leopoldo "Canha" Mangeon, "Guima" Guimarães, Flavio Piccoli, Cristiano Zanella, Tuco Maia e Pablo Macchi (em pé); Renato Schneider e João "Babão" Irigaray (sentados)!

Foto: Stefano Sibemberg (Facebook)

Cinco mil!

Março de 2011!

Comemorando 150 postagens e os primeiros cinco mil acessos ao blog!

Moacyr Scliar, ficcionista!

Moacyr Scliar, ficcionista
Blog do Gerbase / Casa de Cinema de Porto Alegre

Carlos Gerbase
fevereiro/2011

Conheci Moacyr Scliar em dezembro de 1981, no set de “No amor”, curta de Nelson Nadotti em que eu atuava como assistente de câmera para o fotógrafo Norberto Lubisco (além de ser um dos cinco produtores do filme). O roteiro, escrito pelo Nelson, era baseado no conto “O mistério dos hippies desaparecidos”, de Scliar, publicado em “Os mistérios de Porto Alegre” e cedido gratuitamente (portanto, “no amor”) para a adaptação. Scliar visitou o set com uma criança pequena no colo, seu filho Beto, que hoje é um conhecido fotógrafo. Aí vai a foto.

“No amor” foi muito importante para a minha turma na época (eu, Nelson Nadotti, Giba Assis Brasil, Hélio Alvarez e Sérgio Lerrer), porque foi nosso primeiro trabalho em 35mm, a bitola profissional do cinema. Antes desse curta, realizávamos tudo em super-8. Eu tinha 22 anos, e Scliar, o dobro, quase 44. Além disso, ele já era um escritor famoso, tendo publicado, entre outros títulos importantes, “A guerra no Bom Fim” (1972) e “O exército de um homem só” (1973). Eu tinha lido e gostado muito dos dois romances.

A presença de um escritor famoso como ele no set nos deixou muito felizes. Eu fiquei ainda mais contente ao verificar que Scliar era um homem bem humorado, simples, sem qualquer tipo de afetação. Conversamos com ele, explicamos algumas coisas do filme, e a responsabilidade de lidar com o texto de um autor consagrado pareceu diminuir um pouco. De certa forma, naquele dia ele entrou para a equipe e passou a ser mais um daquele bando de malucos que pretendia fazer cinema sem dinheiro e quase sem recursos técnicos.

No decorrer destes 30 anos, encontrei-me outras vezes com ele, em eventos culturais, e uma ou duas vezes na casa de Luis Fernando Veríssimo. Sempre bem humorado, sempre cheio de histórias para contar, sempre disposto a ouvir e compartilhar. Lembro de uma conversa que tivemos no interior do estado, uns seis ou sete anos atrás, em que eu comentei que tinha dificuldade, na hora de preencher o espaço destinado a profissão na ficha do hotel, para escrever a palavra “cineasta”, que eu achava pomposa demais. Ele disse que também achava a palavra “escritor” complicada e sugeriu: “A gente devia escrever ‘ficcionista’, o que define bem o que fazemos. Nós inventamos histórias, só isso.”

Scliar será enterrado amanhã. Não pude comparecer ao seu velório. Fica aqui minha homenagem a um homem talentoso, íntegro, um médico de primeira e um escritor consagrado que lidava com a fama com a humildade dos grandes criadores. Um judeu que sabia usar a cultura judaica para enaltecer a necessidade de estreitar as relações entre todas as raças e religiões. Sua eleição para a Academia Brasileira de Letras, pelo menos para mim, pouco importa. Não foi isso que o tornou imortal, e sim suas obras, seu bom humor e sua simplicidade. Obrigado, Scliar. Teus leitores e teus amigos estão tristes, mas não por muito tempo. A lembrança que deixas é de uma vida de muito trabalho e de muita alegria. Tem coisa melhor?


www.casacinepoa.com.br

Os filhos de Luiz Francisco!

Itaqui/RS: 1958!

Os filhos de Luiz Francisco Zanella e Eulina Araújo Zanella: meu pai Renato José (10/02/39), Artur Paulo (15/07/41), Mario Raul (29/08/36), Luiz Carlos (29/12/33), Nelson Antônio (15/02/35) e Euclides Jorge (22/05/50)!

Zanellas para sempre!

Futebol Cards Grêmio 78/79!

Futebol Cards, da Ping Pong!

Quem se lembra?

O ano era 1979!

www.cardspingpong.com.br!

Sant´Ana!

"Ser gremista é o sonho delirante de não conseguir ser na vida outra coisa..."!

Boate Carinhoso (Porto Alegre/RS), final do século passado: com o colunista do jornal Zero Hora Francisco Paulo Sant´Ana, no show de Leci Brandão!

Notem a boa vontade do Sant´Ana na foto (chega a ser comovente)!

Cine Theatro Imperial!

Cine Theatro Imperial - "o seu cinema" -, 74 anos de bons serviços prestados à vida cultural porto-alegrense!

Inaugurado em 18 de abril de 1931 pela Companhia Nacional de Cinemas, o Imperial (à Rua dos Andradas, em frente a Praça da Alfândega, antiga Praça Senador Florêncio) está situado no andar térreo do edifício da Companhia de Seguros Previdência do Sul, de 12 pavimentos – construção que é um dos marcos da verticalização promovida pela presença do skyscraper style no centro da cidade, usualmente em edifícios comerciais, a partir dos anos 20.

A sala exibe, em sua sessão de abertura, o film super-sonoro "Romance", da Metro Goldwyn Mayer, estrelado por Greta Garbo, com direção de Clarence Brown (na ocasião, mais de 3.000 pessoas disputam as 1.632 poltronas disponíveis). Contava com o que havia de mais moderno em equipamento de projeção e sonorização. Além disso, “o seu cinema”, título dado carinhosamente pelos freqüentadores desde sua inauguração, possuía luxuosas e inovadoras linhas arquitetônicas. Projetado por Agnelo Nilo de Lucca e Egon Weindorfer, com decoração de Fernando Corona (que, em 1929, viaja para Buenos Aires, com intenção de estudar técnicas de cinema moderno), era dono de “majestosa e imponente fachada, hall magnífico e confortável sala de espetáculos”.

Ao longo dos anos 40 e 50, sessões memoráveis exibem títulos como "Por quem os sinos dobram", com Gary Cooper e Ingrid Bergmann, "Um aventureiro na Martinica", com Humphrey Bogart e Lauren Bacall, "Agarre essa loura", com Eddie Bracken e Veronica Lake, "Fantasia Mexicana", com Dorothy Lamour, "A coragem de Lassie", estrelado por Elizabeth Taylor, "O médico e o monstro", com Spencer Tracy e Lana Turner, "Como agarrar um milionário", com Marilyn Monroe, "Suplício de uma saudade", com William Holden e Jennifer Jones, além de clássicos que eram reprisados anualmente, como "El Cid", "O manto sagrado" e "O príncipe valente". Em seu palco, apresentam-se a “pequena notável” Carmem Miranda, os Ases do Samba (que eram Francisco Alves, Mário Reis e Noel Rosa), as Companhias Teatrais de Procópio Ferreira e de Dulcina – Odilon, o tenor italiano Tito Schipa (placa de bronze alusiva à apresentação encontra-se fixada na sala de espera do cinema), Vicente Celestino – o “cantor das multidões”, o “canário rio-grandense” Dante Santoro, os “reis do riso” Alvarenga e Ranchinho, a Companhia Italiana de Operetas de Franca Boni, a comediante Chica Pelanca, Oscarito - o “rei da chanchada”, Dercy Gonçalves, os Quitandinha Serenaders, entre outros grandes artistas nacionais e internacionais. Além de atrações musicais e teatrais, a casa apresenta conferências com o jornalista e político Carlos Lacerda, o espiritualista Umberto Marcotti, e o Festival do Partido Comunista, do “cavaleiro da esperança” Luiz Carlos Prestes. Nada combinava tão bem com o romantismo da época do que freqüentar os espaços culturais do centro da cidade, bairro que então reunia a nata da sociedade porto-alegrense e o comércio de alto nível, e onde surgiam novas avenidas, viadutos e arranha-céus, como os imponentes edifícios Sulacap (1949), Jaguaribe (1951), Formac (1956), Coliseu (1957) e Santa Cruz (1958).

Foi pioneiro no estado em projeções no formato Cinemascope (anos 50) e em película de 70mm (anos 60). Ainda nos anos 70, os onze andares acima do Imperial, que funcionaram como apartamentos residenciais e depois como escritórios, são desativados, assim como vinha ocorrendo em outros grandes prédios da área central da cidade.

Durante os anos 80 e 90, o Imperial resistiu bravamente à onda de falências das salas consideradas antiquadas ou obsoletas (as que não fecharam suas portas seguiram operando com filmes pornográficos ou de baixa qualidade). Em 1987, o vizinho Guarany, fechado desde 1975 (depois de ter sido expulso do prédio ao lado, onde hoje localiza-se o Banco Safra), instala-se no mezanino do Imperial, formando o complexo Imperial/Guarany, administrado pela Companhia Nacional de Cinemas, associada à rede GNC Cinemas.

Século 21: nos meses que antecedem seu fechamento, as salas realizam promoções de ingressos, que custam R$ 3,00 às terças-feiras (menos que a locação de um DVD). Era o derradeiro suspiro do mais antigo cinema de calçada do Rio Grande do Sul. Vencia, ao final e mais uma vez, a cruel lógica do mercado, que impunha às salas de calçada adaptações que elas não poderiam realizar, e que fazia chegar ao fim uma época em que os cinemas eram verdadeiras fábricas de sonhos, e não apenas meros apêndices mercadológicos. Em tom nostálgico, Hormar Castello Jr. declara ao jornal Correio do Povo, por ocasião do fechamento da sala: “Porto Alegre perde uma casa lançadora a preços bem acessíveis. O custo elevado de manutenção, aliado à tendência a criação de salas menores e à preferência do público pelos cinemas de shoppings pesou na decisão do fechamento”.

O Imperial teve sua última sessão em 04 de agosto de 2005, exibindo o filme "Guerra dos mundos", de Steven Spielberg, e permaneceu com as portas fechadas até dezembro de 2008 (durante este período, foi alvo de saques e depredação). Atualmente, encontra-se em processo de remodelação - deverá abrigar o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal e a Secretaria Municipal de Cultura.

Fotos: Diego Vara

Echo en Uruguay!

Mercado del Puerto (Montevideo, Uruguay), marzo de 2011: clásicas motos Zanella cruzan las calles de la Vieja Ciudad!!!

Wannmacher & Lynch!

Seminário Fronteiras do Pensamento 2008 (Salão de Atos da Ufrgs, Porto Alegre/RS): o sorridente Eduardo Wannmacher prestigia a conferência/sessão de autógrafos do cultuado diretor norte-americano David Lynch!

Gre-nal Porteño!

Gre-nal Porteño - Atlético Independiente y Racing Club en Avellaneda

Buenos Aires, 10 de outubro de 2010. Saímos do Milonga Hostel, na Recoleta, em torno das onze horas da manhã. Na barriga um café ralo, na alma a ressaca de quatro ou cinco noites mal dormidas, mas, ainda assim, com muita expectativa e disposição para uma inédita jornada esportiva. Tomamos o metrô Linha D até a Estação 9 de Julho, no centro, e lá fizemos a conexão com a Linha C em direção à Estação Constitición, a última parada, já quase na divisa da cidade. Eu e o meu amigo - baita gremistão - Diego "Bocão" Soares! Nosso destino era a cidade de Avellaneda, na Grande Buenos Aires. O objetivo, assistir a partida entre Independiente e Racing - depois de Boca Jrs. e River Plate, o clássico de maior rivalidade no futebol argentino.

http://buenosairesdreams.blogspot.com

Lenha, brasa e bronca!

Porão do Beco (Porto Alegre/RS), abril de 2008: Império da Lã em Ritmo de Aventura!

BR Rock 60´s - discotecando na companhia da garota papo firme Fabiane Bento (aka Chiquinha)!

É uma brasa!!!

Cinema(s) Paradiso!

Cinema(s) Paradiso
Aplauso - Cultura em Revista / edição 83 / Cinéfilo
Marcus Mello
abril/2007

Um dos momentos inesquecíveis da minha vida de cinéfilo aconteceu em julho de 1996, em Santa Cruz do Sul, cidade onde nasci e vivi até os 25 anos de idade. Foi no dia do fechamento do Cine Victória, o cinema da minha infância, que fazia sua última sessão numa fria noite de inverno com o filme Twister, de Jan de Bont. Inconformado com a possibilidade de ver o lugar onde havia sido tão feliz nos meus verdes anos de juventude fazer sua derradeira função com meia dúzia de pessoas na platéia, enviei um pequeno texto ao jornal local convidando a cidade a se despedir e prestar uma última homenagem àquela sala que tinha desempenhado um papel central em nossas vidas. O texto terminava dizendo que aquele gesto banal não iria reverter a situação, mas pelo menos serviria para mostrar que os sonhos da nossa adolescência continuavam vivos e, ao contrário do que estavam fazendo com o nosso cinema, nunca seriam tirados de nós. O apelo produziu um efeito imediato e, até certo ponto, surpreendente. À noite, apesar do frio e da qualidade duvidosa do filme escolhido para sua última sessão, o gigantesco Victória, normalmente relegado às traças, foi tendo suas cadeiras ocupadas por pessoas de diferentes gerações, visivelmente comovidas com aquela reunião que acabou ganhando o caráter de uma autêntica cerimônia de adeus.

A lembrança daquela emocionante sessão me vinha o tempo inteiro à mente durante a leitura de The End – Cinemas de Calçada em Porto Alegre (1990 – 2005) (Idéias a Granel, 192 págs., R$ 25,00), lançado no final de 2006 pelo jornalista, cineasta bissexto e polemista de plantão Cristiano Zanella. Originalmente concebido para ser um documentário sobre o fim das salas de rua em Porto Alegre, projeto frustrado pela dificuldade habitual de financiamento, The End... se transformou num belo livro que vem reforçar a minguada bibliografia local sobre cinema.

Muito bem documentado, amparado por dezenas de depoimentos e sem deixar de citar outros trabalhos já realizados em torno do tema, como Salas de Cinema: Cenários Porto-Alegrenses, de Suzana Gastal (1999, infelizmente esgotado), o livro de Zanella acompanha o melancólico apagar das luzes dos últimos 21 cinemas de calçada da capital gaúcha: ABC, Astor, Avenida, Baltimore, Bristol, Cacique, Capitólio, Carlos Gomes, Cinema 1 - Sala Vogue, Coral, Guarany, Imperial, Lido, Marrocos, Presidente, Real, Ritz, Roma, São João, Scala e Victoria.
Este passeio nostálgico proposto pelo livro certamente vai tocar o leitor (especialmente aqueles nascidos antes dos anos 80), que poderá fazer seu Amarcord cinematográfico particular e voltar ao tempo, revivendo as concorridas sessões da meia-noite do ABC, os históricos ciclos do Bristol, os Woody Allen vistos no Avenida, as longas e animadas filas do Baltimore na Osvaldo Aranha, os Bergmann e Fellini estreados no Cinema 1 – Sala Vogue ou, por que não?, as úmidas sessões hardcore nas poltronas do Lido e do Carlos Gomes.

Além de seu inegável valor como documento histórico, que recupera um período fundamental na vida cultural da cidade, este pequeno livro também esconde nas suas entrelinhas uma sutil reflexão sobre o fim das coisas. A leitura de The End..., a propósito, não poderia chegar em melhor hora, justamente no momento em que vemos as salas da Casa de Cultura Mario Quintana ameaçadas e a crise que terminou com os cinemas de calçada nos anos 90 bater a porta dos cinemas dos shoppings, devido à expansão do DVD, ao avanço da pirataria, aos novos meios de acesso à imagem e à insegurança nos grandes centros urbanos.

marcus@aplauso.com.br

www.aplauso.com.br

Fotos: Cristina Ribas (cines Coral e Baltimore)

Araújo Vianna!

Auditório Araújo Vianna (Porto Alegre/RS): 1992!

Passagem de som da Bandaliera!

"Araújo Vianna - Todas histórias": um documentário colaborativo que resgata a memória do lendário auditório!

www.araujovianna.com.br

Foto: Cristiano Zanella (Pentax K1000 / Kodak T-Max 5250 Asa 100)

Libertadores 2011!

Para o que der e vier, o certo é que nós estaremos com o Grêmio, onde o Grêmio estiver...!

Uma força estranha, me leva à cantar: vamos, tricolor!

A Libertadores é nossa!!!